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Entrevista com a eliminada do 'BBB 25': Vilma

Foto: Globo/Léo Rosario

Aos 68 anos, Vilma mantinha vivo o sonho de entrar no 'Big Brother Brasil', o programa que assistiu a todas as edições pela TV. Na 25ª temporada, chegou a se inscrever para participar como Pipoca com o marido, mas acabou entrando mesmo em dupla com o filho, o ator Diogo Almeida, como Camarote. Mesmo com a eliminação de Diogo há algumas semanas, não esmoreceu: decidiu que precisava seguir firme e se entregou ainda mais à disputa. "Eu curti tudo. Qualquer tarefa que tinha para fazer, para cumprir, eu ia fazendo com satisfação", avalia ela. Enquanto aqui fora viralizava a paródia "Energia de Vilmoca", dentro do reality ela se divertia dançando essa e muitas outras músicas nas festas, que elege como uma das suas atividades preferidas no confinamento.

Agora eliminada, depois de levar 58,91% dos votos do público no paredão contra Vinícius e Diego Hypolito, ela segue com a tranquilidade de quem "não correu de nada", como ela mesma diz. Quer tirar o diploma de Nutrição – falta só o estágio – e trabalhar muito. Confira, na entrevista a seguir, como Vilma avalia os embates que teve no game, a relação de seu filho com Aline e suas apostas sobre quem deve chegar à grande final.

A senhora contou que entrar no BBB era seu sonho. Faltou viver alguma coisa nessa experiência?
Não vivi tudo, não. Saí faltando 21 dias. Então, está incompleto (risos). Mas, estou realizada. Participei das provas, participei de monstro, sendo que as provas eu não estava ganhando. Eu ia, chegava em terceiro lugar, mas não conseguia ganhar porque só tem fera lá, né? Mas, eu estava junto com eles. E também não ganhei as de sorte, fazer o quê? Sorte é sorte. Mas, sempre tento. Não corri de nada, não.

Foi como imaginava ou algo te surpreendeu lá dentro? Do que mais gostou? 
Como eu assistia a todas as edições, anualmente, foi tudo dentro do que eu imaginava. É claro que tem algumas mudanças. Mas, era tudo aquilo que eu esperava. Até o monstro!
E eu gostava das festas e da cozinha. Ah, aquela cozinha toda equipada, maravilhosa. Muito boa mesmo. Eu me diverti na cozinha e nas festas. Nas provas também, gostava. E até no Sincerão. Sincerão é ruim porque você tem que brigar, discutir, mas era até engraçado. Tinha Sincerão que eu saía rindo, com a cara cheia de pó. Era agradável (risos). Eu curti tudo. Qualquer tarefa que tinha para fazer, para cumprir, eu ia fazendo com satisfação.

A senhora entrou na casa com o seu filho Diogo Almeida, mas ele foi eliminado antes. Jogar em dupla na primeira fase do programa foi mais fácil ou mais difícil que jogar sozinha?  
Ah, eu curti. Nós dois, sabendo nada, entramos no escuro e fomos um guiando o outro. Perguntando um ao outro: "Será que é assim? Será que está certo? Até onde nós podemos ir?" E fomos caminhando até onde deu. Aí, Diogo saiu. Quando ele saiu, eu falei: "E agora? Se eu não me achei com ele, sem ele como é que eu faço?” Mas, no outro dia, eu tomei um fôlego e pensei: "Eu tenho que ir. Eu tenho que ficar, tenho que reagir, não vou embora logo a seguir". Então, consegui ficar até hoje com a ajuda dos meninos [do quarto Fantástico]. Peguei minha carreira no grupo. Falei: "Não posso ficar sozinha". E deu certo.

Mesmo depois da saída do Diogo, a senhora seguiu defendendo a trajetória dele no programa e mencionou que ele teria sido prejudicado pela Aline e pelo Vinícius. Ainda pensa dessa forma? Por quê? 
Não dá para falar do lado pessoal, foi dentro do jogo. E eles realmente prejudicaram o Diogo com mentiras, com estratégias, na minha opinião. Mas, isso já passou. Saí de lá agora, já resolvi, já falei tudo que tinha que ter falado, acho que até falei demais. Mas encontrar eles aqui fora já é outro papo.

Acredita que seus embates com os dois (Aline e Vinícius) aconteceram por conta disso ou houve outros motivos para essa rivalidade? 
Só esse motivo mesmo.

Em alguns momentos você disse que preferia que o Diogo se afastasse da Aline. Como foi assumir o papel de sogra no BBB? Como enxerga o relacionamento dos dois? 
Eu não pensei em nada sobre esse papel de sogra, não. Mas o relacionamento é com eles. Não tenho direito de falar para ele o que é que tem que fazer; eles já são bem crescidos. Então, eles que resolvem. Eu só olho, se eu vejo algo, eu dou um toque. Mas, eu não me meto. É entre os dois.

Mais no início do jogo, você mencionou que se sentia isolada pelos outros participantes, mas depois que o Diogo deixou a casa, acabou se integrando ao grupo do quarto Fantástico. Por que acha que aconteceu dessa forma?  
A gente já tinha um começo, quando eu ainda era dupla do Diogo. Tinha um começo com os gêmeos. As meninas, mais ou menos. O Maike e o Gabriel, também mais ou menos. Não estava fechadinho, não. A gente lutou muito para tentar organizar, mas não estava dando certo, não. Uns pensavam de um jeito, outros pensavam de outro. Estava desorganizado. Mas depois que o Diogo saiu, eles me abraçaram. Eles falaram: "Vem pra cá, vai ficar com a gente". E aí começou a dar certo. A Renata falou: "Somos grupo, temos que pensar para fazer, para caminhar, porque senão a gente vai para o paredão toda semana". Todos colocaram em mente e isso se resolveu. Aí ficou um grupo unido.

Com o avançar do programa, a senhora começou a mostrar mais seus posicionamentos perante o resto da casa, apesar de no início terem apontado que a senhora quase não tinha movimentação de jogo. Teve algum ponto-chave para essa virada? 
Acho que aconteceu naturalmente. Eu fui chegando aonde dava para chegar. Se não dava, eu voltava, respirava. Mas, uma hora deu certo. Fui sentindo o clima e consegui. É isso.

A senhora já soube da paródia “Energia de Vilmoca”. Como reagiu ao ver a música? 
Eu fiquei encantada! Eu dancei muito essa música lá dentro, só que sem saber que estava fazendo sucesso aqui fora. Às vezes eu estava deitadinha, colocavam a música para tocar na casa... e como eu dancei! Só que era a outra versão, né? Eu não imaginava que estava bombando. Mas eu adorei a homenagem e fiquei feliz.

Entre outras pessoas, Camilla foi uma das que te apontou como arrogante, por conta da discussão do tempero da comida na Xepa. Já o Vinícius afirmou que a senhora proferia palavras que feriam. Acredita que seu jeito mais direto, quando em conflitos, pode ter te transformado em alvo? 
Não, acho que fui votada por outra coisa. Foi o ranço. Eles pegaram o ranço, como o Tadeu falou. Era o tal do ranço que fazia toda semana ser Vilma. Quando era dupla, era a dupla. Depois foi Vilma, Vilma, Vilma. Facinho assim, ficou confortável para eles. Eles não queriam se comprometer com outras pessoas. Tinha muita gente para votar, mas não: era mais fácil ir em Vilma.

Você teve embates mais recentes com a Joselma, principalmente em Sincerões. Mas também tiveram momentos de reconciliação, durante algumas festas. Qual é o saldo dessa relação com ela, de sua parte? 
Ah, eu gosto da Joselma, gente! A gente tinha embate, mas no dia seguinte, eu a abraçava, ela me abraçava. Mas é o que eu falei em Sincerão e falei para ela mesma: ela não era confiável. Foi isso. Eu ia brincar com ela, mas não era uma pessoa para quem eu pudesse chegar e falar uma coisa séria. Ela começava a transformar o que eu falei em outras coisas e isso prejudica as pessoas. Eu notei isso nela e falei para ela mesma. Mas estava tudo bem sobre o Sincerão, no outro dia ela me pedia desculpa, elogiava que eu sou uma mulher forte e tal, beleza. Eu agradecia, mas não achava que era uma pessoa confiável ali.

A Renata chegou da Vitrine do Seu Fifi trazendo informações externas que diziam respeito à senhora, inclusive, como a de que Vinícius teria te chamado de “velha sonsa”. Acha que ter acesso a essas informações te beneficiou ou acabou atrapalhando o rumo do seu jogo? 
Essa questão da "velha sonsa" eu já vim citar no final e eu acho que não foi isso que me prejudicou. A informação séria que chegou para mim da Vitrine foi da minha família, então eu segurei e fiz o que eu tinha que fazer. Essa de “sonsa” eu só falei porque estava entalada, e pensei: "Tá aqui, eu vou falar". Mas isso aí não fez perder em nada, não.

A senhora falou que observava muito o comportamento das pessoas lá na casa. Pela sua percepção, quais são os melhores jogadores do reality e por quê? 
Olha, não é porque é do meu grupo, mas os melhores estão ali, que são o Maike, os gêmeos e a Renata. O Maike ganha prova, é na dele, não é de se envolver em confusão; ele vai lá, dá uma voltinha, vai pro cantinho dele. Na hora das provas, ele manda ver mesmo, tem cabeça. Pegou várias lideranças seguidas. A Renata também é boa de prova e observa muito, e deve ficar também. E o João Pedro e João Gabriel, por serem bons de prova, eu acho que vão longe.

Para quem é a sua torcida?
Eu vou torcer pela Renata. Em segundo lugar o Maike e, em terceiro, um dos gêmeos.

Quais são seus planos para agora, depois do 'BBB 25'? Pretende retomar a faculdade de Nutrição e atuar na área? 
Olha, eu não imaginei nada porque ainda não tive tempo (risos). Tenho que pensar o que tem de tarefa, mas o que tiver para fazer, eu quero fazer. A Nutrição eu tenho que terminar, faltam uns dias de estágio e eu só posso declarar que sou formada depois que eu cumprir. Então, eu não sei como é que vai ficar agora, mas eu pretendo finalizar porque custou muito caro (risos). Eu quero trabalhar!

O ‘BBB 25’ tem apresentação de Tadeu Schmidt, produção de Mariana Mónaco e Rodrigo Tapias, direção geral de Angélica Campos e direção de gênero de Rodrigo Dourado. O reality vai ao ar na TV Globo de segunda a sábado, depois de 'Mania de Você', e domingos após o 'Fantástico'. Pode ser visto ainda 24h por dia, ao vivo, no Globoplay. O Multishow exibe diariamente 60 minutos, ao vivo, logo após o fim da exibição da TV Globo. A votação do programa acontece exclusivamente no Gshow. Os projetos multiplataforma e mais informações podem ser encontrados no site.

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